O síndico, por conta de suas atividades, tem um exercício diário de relacionamento com pessoas dos mais variados níveis sociais, bem como de inúmeras atividades profissionais. Por conta disso, vou entrar numa área de conhecimento que pode causar um certo estranhamento, mas tenham certeza de que é de fundamental importância no seu dia a dia. Estou falando da inteligência emocional.
Inteligência emocional é a capacidade de administrar as emoções para alcançar objetivos. A partir desta definição, é possível entender por que as pessoas devem saber lidar com seus medos, inseguranças e insatisfações em prol do êxito nas suas atividades profissionais. Esta competência, que cada vez mais tem o papel de diferenciar os profissionais, permite desenvolver um ambiente harmonioso e, ao mesmo tempo, ser produtivo em ideias e resultados.
O ser humano, por sua natureza, tem predisposição a realizar ações em cima de suas emoções e a inteligência emocional está ligada a fazer com que uma pessoa haja de forma prudente, intuitiva e racional. Ela faz parte de um equilíbrio e, diante de ações, permite ser sensato e buscar a melhor solução. As prerrogativas de ter a inteligência emocional bem equilibrada é a sabedoria nas tomadas de decisão, ter a tranquilidade e discernimento para buscar as melhores estratégias.
Saber agir emocionalmente com inteligência pode trazer diversas vantagens no dia a dia, no relacionamento com funcionários e moradores.
Melhorias efetivas para a equipe de funcionários e prestadores de serviços e para o condomínio em geral, bem como a ampliação da rede de relacionamentos e aprendizado com maior facilidade são alguns dos benefícios quando o síndico desenvolve esta competência.
Quando o profissional se encontra balanceado, consegue ver as coisas de cima e se torna visionário porque sabe negociar, desenvolve aguçada intuição e escuta mais seus parceiros.
Caso esta competência não seja bem trabalhada, o síndico acaba não aplicando a melhor solução, pois as emoções têm o poder de influenciar raciocínios.
A experiência na profissão tem pouca relação com o domínio da competência. O tempo e maturidade ajudam a desenvolver certas habilidades com maior precisão, mas não significa que alguém com mais idade tenha a inteligência emocional mais desenvolvida do que um jovem profissional, pois isto depende também de fatores sociais.
A chamada Geração Y é tida como a mais ativa dentre o meio empresarial e possui um poder de iniciativa muito alto. Entretanto, a inteligência emocional deve ser desenvolvida entre todas as camadas de idade das organizações. Os gestores de condomínios devem valorizar essas ideias, que geram resultados e, para atingir metas, as pessoas com quem eles se relacionam são fundamentais. As que possuem um maior equilíbrio emocional em prol de objetivos e maior efetividade ganham destaque.
Por se tratar de uma competência comportamental, todos os campos de atuação requerem a inteligência emocional, mas existem ofícios e atividades da rotina que a expõem de uma forma mais latente. Pessoas com cargos de liderança, por exemplo, como são os síndicos, necessitam de muitas técnicas para agir de maneira harmoniosa no dia a dia. Geralmente, os que lidam e dependem de pessoas devem usar muito a inteligência emocional, pois a partir disto conseguem conquistar a confiança de todos.
Um síndico precisa de um grande desenvolvimento na inteligência emocional, pois lidam com situações novas a cada dia. Nos condomínios, posições de liderança, principalmente, necessitam desta competência desenvolta, pois dependem do próprio resultado para, entre outras coisas, passar motivação para à equipe.
Quando o síndico é colocado a prova, acaba se expondo e tendo que lidar com situações desafiadoras. Obviamente, em situações e ambientes mais cômodos, a tendência de não ter que utilizar a competência com mais afinco é maior.
Vivam a vida, e até a próxima.
Extraído do livro Inteligência Emocional do Síndico. Ivan Horcaio
