Dedetização em condomínio é um assunto sério e, realmente, só deve ser feita por técnicos habilitados. Cada praga exige um tipo de ação. Para cupins é preciso um tratamento preventivo, para escorpiões outro.
As formigas, por exemplo, não são controladas com produtos líquidos, pois quanto mais inseticida for aplicado, indiscriminadamente, mais a colônia se fragmenta, multiplicando a infestação por muitos pontos.
O objetivo do controle de pragas é, como o próprio nome diz, controlar o ambiente, monitorando-o com iscas, para diminuir cada vez mais a quantidade de inseticida aplicada. Medidas preventivas podem evitar o aparecimento das pragas. Quanto mais limpo o local, menor a probabilidade delas aparecerem.
É necessária muita atenção nas frestas do chão, limpando bem esses espaços, não deixando migalhas de pão ou doces, etc. Rejunte de azulejos em mau estado também são ótimos esconderijos para formigas e baratas. Renove os rejuntes, quando houver falhas. Jogue o lixo do condomínio em local adequado e identificado, em recipientes tampados. Lave e desinfete o local e os latões uma vez por semana. Outra medida prudente é colocar telas nos ralos.
Algumas pragas podem aparecer independente da higiene. É o caso dos cupins que, por oferecerem sérios riscos ao patrimônio, certamente são as pragas mais temidas e combatidas. Os cupins subterrâneos formam colônias imensas no solo. De setembro a dezembro, acontece a fase reprodutiva dos cupins, quando eles saem em revoada de sua colônia para fecundar e formar outras colônias.
Os cupins podem penetrar pelas fissuras, nas alvenarias, juntas de dilatação, conduites elétricos de rede de telefonia ou antena de TV, para alcançar a madeira, seu alimento. Só se nota a presença deles, quando a madeira já está comida.
A prevenção deve ser feita para evitar que eles cheguem ao seu objetivo, fazendo-se barreiras químicas no solo e injetando-se produtos adequados na madeira.
No caso de condomínios, pode haver presença de cupins, apenas em alguns apartamentos. Mesmo assim, é preciso tratar o prédio todo.
Ao orçar serviços de controle de pragas para o condomínio, o síndico não pode se deixar levar pela tentação de contratar o mais barato. Insisto para que o condomínio não procure empresas sem licença. Há riscos de um profissional mal preparado diluir um veneno, erroneamente, ou usar, em ambientes fechados, produtos que não são indicados para isso.
Outro problema muito sério são os pombos.
Não oferecer comida aos pombos e proteger com telas ou outros artifícios os locais onde eles possam se abrigar, ajuda a diminuir a sua população. Suas fezes e penas em grandes quantidades provocam inconvenientes. As fezes são ácidas e corroem o calcário das construções, desvalorizando o patrimônio. Ninhos de pombos podem até entupir calhas, as fezes secas e endurecidas servem de substrato para fungos, causadores de doenças que comprometem o aparelho respiratório, como histoplasmose e ornitose, e até o sistema nervoso central, caso da criptococose. A transmissão ocorre através da inalação de poeira contendo fezes secas contaminadas. Portanto, ao se limpar locais sujos de fezes de pombos, deve-se utilizar solução desinfetante a base de cloro, protegendo o nariz e a boca com máscara ou pano úmido, além de utilização de luvas.
Os animais sinantrópicos são aqueles que se adaptaram a viver junto ao homem, independente da vontade dele. Destacam-se entre esses animais aqueles que podem transmitir doenças ou causar danos à saúde. É o caso das baratas, ratos, pombos, morcegos, moscas, mosquitos, pulgas, carrapatos, formigas, escorpiões, aranhas, taturanas, lacraias, abelhas, vespas e marimbondos. Diante dessa extensa lista, é prudente prevenir os condomínios da visita desses indesejados habitantes.
Para reduzir gradualmente o número de pombos de um local, o ideal é controlar o alimento e o abrigo disponível para as aves. As edificações são propícias para abrigá-las, uma boa dica é colocar barreiras físicas para evitar o pouso dos pombos, como espículas (espécie de hastes ponteagudas). Há também locais em que são utilizadas redes importadas, que não alteram a estética dos prédios. Outro método são os fios tensionados, ideais para parapeitos e andares altos.
Vivam a vida, e até a próxima.
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